Agenda

Música
Teatro Nacional de São Carlos
R. Serpa Pinto 9, 1200-442 Lisboa

Orquestra Sinfónica Portuguesa e Pedro Neves celebram o legado de Mozart

Dia 12 de setembro, em São Carlos, é apresentado um programa integralmente dedicado a Mozart. A sua Sinfonia Concertante traz ao nosso palco Hugues Borsarello (violino) e Gérard Caussé (violoncelo).

 

Nascido em 1756, Wolfgang Amadeus Mozart desenvolveu uma intensa atividade de composição, traduzida nos mais diversos géneros, entre os quais também as sinfonias concertantes. A sinfonia concertante pressupõe um diálogo entre os solistas e a orquestra, que os acompanha de forma interventiva numa grande sintonia musical; por sua vez, o concerto para um instrumento solista centra-se numa escrita de acentuado virtuosismo.

Na obra que abre o programa do concerto de 12 de setembro, o Concerto para violino n.º 4 Kv. 218, após uma introdução prolongada e assertiva da orquestra, o violino é desafiado a evidenciar a sua qualidade e a exibir as suas potencialidades. O solista será Hugues Borsarello, cujas interpretações de Mozart já fizeram evocar as do lendário Arthur Grumiaux e cuja integral dos concertos do compositor obtiveram enorme aplauso em 2014. O francês toca num violino V. Ruggieri de 1695.

Na Sinfonia Concertante K. 364, violino e viola alternam a uma só voz, com conversas a dois, num constante jogo de pergunta/resposta ou de imitação, mas sempre enquadrados por um brilhante tecido orquestral. O diálogo desta noite caberá a Hugues Borsarello e a Gérard Caussé. O violetista francês tem-se apresentado como intérprete em recitais a solo, como integrante de conjuntos de câmara, como solista em concertos com maestros de renome, com importantes orquestras, e como protagonista de elogiadas gravações. Cultiva um vasto repertório que se estende de Bach à contemporaneidade. Como membro fundador e viola solista do Ensemble Intercontemporain de Pierre Boulez foi dedicatário de vários concertos.

Pedro Neves, maestro que tem dirigido a Orquestra Sinfónica Portuguesa em programas com repertório variado, será o diretor musical deste programa.

Ficha Artística
TEMPORADA DE CONCERTOS OSP

TEATRO NACIONAL DE SÃO CARLOS
12 de setembro de 2020, 21h

Wolfgang Amadeus Mozart, Concerto n.º 4 em Ré Maior para violino Kv.218
Wolfgang Amadeus Mozart, Sinfonia Concertanteem Mib Maior para violino, viola e orquestra Kv.364 

Violino Hugues Borsarello
Viola Gérad Caussé
Direção Musical Pedro Neves 

Orquestra Sinfónica Portuguesa
(Maestrina Titular Joana Carneiro)

M/6  

Biografias

Hugues Borsarello (Violino)
«Não se pode deixar de pensar em Arthur Grumiaux ao ouvir Hugues Borsarello interpretar Mozart» (Diapason). Estas palavras refletem o excecional talento instrumental deste brilhante e carismático violinista. Enquanto que a simplicidade, fluência, elegância, precisão e subtileza de interpretação lhe são características inegáveis, o seu som brilhante e uma execução suave granjearam unanimidade entre os críticos, bem como pelos seus pares e público. Além das suas interpretações como solista (Orchestre Symphonique de Bretagne, Orchestre des Concerts Lamoureux, entre várias), a música de câmara tem-no levado a inúmeros festivais em França, bem como em outros países, ao lado de artistas como F.-R. Duchâble, G. Caussé, G. Capuçon. 

Gérard Caussé (Viola)
Há já alguns anos que Gérard Caussé explora todos os territórios da voz da viola. É solista internacional dirigido por ilustres maestros, apresentando-se frequentemente com as mais prestigiadas formações, e defensor do repertório contemporâneo, como violetista, após a criação do Ensemble Intercontemporain de Pierre Boulez. É um notável músico de câmara, regularmente convidado, tendo-se já apresentado com Gidon Kremer, Mischa Maisky, Michel Portal, Renaud Capuçon, Franck Braley, Nicholas Angelich, entre outros. A sua discografia, com mais de 60 gravações premiadas, abrange um repertório que vai de Bach a Mozart, Berlioz, Bartók, Britten, Stravinski e Shostakovitch.  

Pedro Neves (Direção Musical)
É conhecido pela sua versatilidade enquanto artista, sendo o seu percurso pautado pela consistência, profundidade e coerência artisticas, sempre através de uma expressiva liderança.

O seu repertório abarca todos os períodos da história da música, incluindo a música produzida nos dias de hoje, tendo já realizado numerosas estreias de compositores portugueses.

Destacam-se as colaborações com a Real Filarmonia da Galiza, a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, a Orquestra Gulbenkian, a Orquestra Metropolitana de Lisboa e a Orquestra Sinfónica Portuguesa. Fez recentemente a sua estreia com a Orquestra Filarmónica do Luxemburgo e com a Orquestra Sinfónica do Estado de São Paulo, realizando com esta última a estreia do concerto para violino e orquestra do compositor brasileiro Celso Loureiro Chaves; o sucesso desta colaboração levou Pedro Neves de novo ao Brasil para a participação no Festival de Inverno de Campos do Jordão. 

Orquestra Sinfónica Portuguesa
Criada em1993, aOrquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) é um dos corpos artísticos do Teatro Nacional de São Carlos e tem vindo a desenvolver uma atividade sinfónica própria, incluindo uma programação regular de concertos, participações em festivais de música nacionais e internacionais.

No âmbito das temporadas líricas e sinfónicas, a OSP tem-se apresentado sob a direção de notáveis maestros, como Rafael Frühbeck de Burgos, Alain Lombard, Nello Santi, Alberto Zedda, Harry Christophers, George Pehlivanian, Michel Plasson, Krzysztof Penderecki, Djansug Kakhidze, Milán Horvat, Jeffrey Tate e Iuri Ahronovitch, entre outros.

A discografia da OSP conta com dois CD para a etiqueta Marco Polo, com as Sinfonias n.º 1, 3, 5 e 6 de Joly Braga Santos, que gravou sob a direção do seu primeiro maestro titular, Álvaro Cassuto, e Crossing  borders (obras de Wagner, Gershwin e Mendelssohn), sob a direção de Julia Jones, numa gravação ao vivo pela Antena 2.

No cargo de maestro titular, seguiram-se José Ramón Encinar (1999-2001), Zoltán Peskó (2001-2004) e Julia Jones (2008-2011); Donato Renzetti desempenhou funções de primeiro maestro convidado entre 2005 e 2007.