Fundada em Luanda, em 2016, a THIS IS NOT A WHITE CUBE celebra uma década de atividade com uma exposição coletiva que propõe uma leitura singular do seu percurso, a partir das relações, ideias e práticas artísticas que moldaram a sua identidade. Com espaço em Lisboa desde 2021, a galeria tem desenvolvido um programa particularmente atento à criação contemporânea de África, das suas diásporas e do designado «Sul Global».
Com curadoria de Graça Rodrigues e Sónia Ribeiro, a mostra inspira-se no conceito de fractal para explorar as afinidades, inquietações e encontros que atravessam dez anos de programação, entre África, Europa e outras geografias.
A originalidade do projeto reside na forma como transforma a rede construída ao longo desta década num dispositivo ativo de descoberta artística. Artistas, curadores, colecionadores e outros interlocutores ligados à história da galeria foram convidados a identificar práticas que consideram particularmente relevantes no presente. Estas contribuições alimentam uma seleção curatorial que cruza diferentes gerações, linguagens e territórios, tornando visíveis as relações através das quais a arte circula e se transforma.
Neste processo, o encontro assume-se como a unidade elementar do fractal. A genealogia das relações que conduzem à exposição integra o próprio projeto, revelando os vínculos através dos quais obras, ideias e práticas são descobertas e entram em diálogo.
A exposição reúne mais de 50 artistas de diferentes gerações e geografias, num encontro de práticas e percursos que traduz a amplitude do projeto. De Angola a Portugal, de Moçambique ao Brasil, passando por São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, África do Sul e outros contextos, a seleção estabelece novas relações entre universos artísticos distintos.
Entre pintura, escultura, fotografia, instalação e práticas têxteis, “Fractal: The Whole in Every Part” celebra a diversidade de um percurso curatorial marcado pela investigação, pela circulação de conhecimento e pelo diálogo entre diferentes contextos culturais.
A efeméride afirma-se, assim, como um ponto de partida para interrogar o futuro da galeria e aquilo que poderá ainda nascer das relações construídas ao longo destes dez anos.
A exposição estará patente até **21 de novembro de 2026, com entrada livre**.
ARTISTAS INTEGRADOS: Alida Rodrigues (Angola / Reino Unido); Alex Kuznetsov (Bielorrússia); Amadeo Carvalho (Cabo Verde); Ana Malta (Portugal); António Faria (Portugal); Barbara Wildenboer (África do Sul); Beatriz Narciso (Portugal); Benigno Mangovo (Angola); Bete Marques (Brasil); Bev Butkow (África do Sul); Bruno Grilo (Portugal); Carlos Manuel Gonçalves (Portugal); Cássio Markowski (Brasil); Cesáh (Brasil); Cristiano Mangovo (Angola); Dagmar van Weeghel (Países Baixos); Daniela Reis (Portugal); Edwin Maina (Quénia); Expanded Eye (Reino Unido); Fernanda Feher (Brasil); Filipe Branquinho (Moçambique); Gabriel Garcia (Portugal); Gonçalo Mabunda (Moçambique); Helen Teede (África do Sul); Helena Obersteiner (Brasil); Hennie Meyer (África do Sul); Ibrahim Bemba Kébé (Mali); JAS (Portugal); João Migwel (Portugal); Jordi Burch (Portugal); Luís Damião (Angola); Madalena Pequito (Portugal); Magda Delgado (Portugal); Manuela Pimentel (Portugal); Márcio Carvalho (Angola / Portugal); Mariana Dias Coutinho (Portugal); Maya-Inès Touam (França / Argélia); Mónica Mindelis (Brasil); Nelo Teixeira (Angola); Osvaldo Ferreira (Angola); Paulo Albuquerque (Brasil); Pedro Besugo (Portugal); Raquel Belli (Portugal); Remofiloe Mayisela (África do Sul); René Tavares (São Tomé e Príncipe); Rómulo Santa Rita (Portugal); Rúben Fernandes (Portugal); Sanjo Lawal (Nigéria); Sara Oliveira Martins (Portugal); Sidonie Hadoux (França); Sofia Yala (Angola / Portugal); Stephané Conradie (África do Sul); Susana Cereja (Portugal); Tomás Brazuna (Portugal); Vanessa Barragão (Portugal).