José Teófilo Duarte preserva a condição fenomenológica das palavras através do processo. A ação sobre a matéria, que a transforma, é equivalente ao texto lido, sonhado, mas tornado visível.
Por esta via, a existencial, está assegurada a vida das palavras, âncora entre a imaginação e a realidade. Até ao resultado final da matéria transformada, José Teófilo desconhece a sua forma e é fundamental não saber a priori, pois então para que serviria agir caso soubesse?
O exercício do fazer põe à prova o texto pensado, ensaia a sua coerência com o espaço/tempo, ele percebe se é autêntico. Uma vez tornado claro, e se for preciso, exclui, recomeça, faz de novo, apura, agora com o conhecimento que a vivência lhe deu. Nas telas, o discurso está fora do discurso, exposto revela a sua inteira razão (…).
Ana Nogueira
Horário: Segunda a sexta, 1º e 3º sábado, das 10h às 18h.