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Josephine Baker no Chiado

com João Moreira dos Santos

O Chiado acolhe há séculos a arte musical. Nos seus teatros, clubes noturnos, discotecas, restaurantes e estações de rádio têm atuado os maiores artistas. Uma delas foi Josephine Baker, cujas passagens por Lisboa nos contam histórias surpreendentes.


As Livrarias do Chiado

com Guilherme d’Oliveira Martins

Marca muito forte do Chiado, as livrarias desta zona da cidade foram um palco privilegiado da vida literária nacional. Nelas, além da venda de livros, encontramos as histórias de figuras emblemáticas das Artes e das Letras de diferentes épocas e o registo dos acontecimentos mais marcantes do nosso país e do mundo.


Chiado, uma porta de Lisboa

com João Paulo Oliveira e Costa

A Muralha Fernandina e as portas de entrada na Lisboa medieval são uma marca importante da defesa da cidade mas também da sua geografia, do seu crescimento e da sua riqueza. No Chiado temos vários dos seus vestígios que nos conduzem pela surpreendente história da nossa cidade.


Três Figuras do Chiado: Ramiro Leão, Benjamim Ferreira e Adriano Teles

com Maria Calado

Venha conhecer a história destes três empreendedores de finais do século XIX, cujos projetos deixaram uma marca no Chiado que chegou até aos nossos dias.

Centro Nacional de Cultura · Três Figuras do Chiado: Ramiro Leão, Benjamim Ferreira e Adriano Teles, com Maria Calado

Conversas no Chiado: O Teatro São Luiz

com Aida Tavares e Tiza Gonçalves

Sala de espetáculos emblemática de Lisboa, por aqui passaram importantes figuras do teatro e da música do país e do mundo. Continua a ser hoje um local privilegiado para desfrutar do que de melhor se produz nas artes em Portugal.


Toponímia do Chiado

Num percurso pela evolução histórica do Chiado, um convite a descobrir as personalidades, os factos e as tradições desta zona da cidade, preservados nas nossas memórias através da toponímia.


No Chiado com Bordalo Pinheiro

No final do século XIX, Portugal era Lisboa e Lisboa o Chiado e foi aqui que Rafael Bordalo Pinheiro viveu, no largo que hoje tem o seu nome. Assim, o Chiado foi naturalmente desenhado por Bordalo nos seus jornais, permitindo-nos novos e surpreendentes olhares sobre a cidade, a sua evolução urbanística, os seus melhoramentos, o seu ambiente social, onde os janotas se cruzavam com os tipos mais populares, mas também sobre a cidade como metáfora de uma vida política e social sempre em ebulição.
Em parceria com o Museu Bordalo Pinheiro


Cervejaria da Trindade

O edifício da Cervejaria Trindade tem história: já foi um convento, sobreviveu a dois incêndios, ao terramoto de 1755 e ao Estado Novo. São 182 anos de história e um balcão cheio de segredos para contar.
O convento que hoje alberga o restaurante, que é um dos mais antigos da capital, começou a ser construído no fim do século XIII. Ganhou o seu nome, Convento da Santíssima Trindade dos Frades Trinos da Redenção dos Cativos, devido à iniciativa dos monges de juntar dinheiro para resgatar prisioneiros cristãos aos mouros no Norte de África.
Os azulejos azuis e brancos que decoram a fachada do prédio foram encomendados por Manuel Moreira Garcia e, à semelhança de muitos outros edifícios em Lisboa, vêm de diferentes partes do convento e por isso apresentam recortes e tonalidades diferentes. Dentro do restaurante, a decoração azulejar lembra a tradição mourisca de horror à vacuidade, ou seja, “o medo do espaço vazio”.

Centro Nacional de Cultura · Anísio Franco, Cultura No Chiado – O Convento da Trindade

Círculo Eça de Queiroz

O Círculo Eça de Queiroz é uma agremiação de carácter intelectual e social, fundada em 1940, com o objetivo de fomentar o bom convívio entre os seus sócios e convidados e também o gosto pelas letras e as artes, por meio de conferências, exposições e concertos.
Grandes figuras da cultura portuguesa e estrangeira, têm passado pelo Círculo, como convidados ou conferencistas. O seu primeiro sócio de honra foi Maurice Maeterlink, Prémio Nobel da Literatura. Aqui estiveram também T.S. Eliot, igualmente Prémio Nobel da Literatura, Graham Greene e Gabriel Marcel. Em 1942, Gregório Marañon proferiu neste clube uma conferência, impressa mais tarde. Dos escritores brasileiros, lembramos, entre outros, Gustavo Barroso, Plínio Salgado, Luís Viana Filho, Herberto Sales, Josué Montello, e António Carlos Villaça. Estes três últimos escritores registaram, em livros memorialísticos, a sua passagem pelo Círculo. Ortega y Gasset e Eugénio Montes deram também o seu contributo para o prestígio cultural do Círculo.
Pelo clima cultural que tem dinamizado na zona histórica do Chiado e pelo património artístico existente na sede do Círculo, é bem justificado o estatuto de Utilidade Pública que lhe foi conferido em 2005.


O Carmo. O Convento e o Quartel

O Convento do Carmo de Lisboa é um dos edifícios mais emblemáticos e históricos de Portugal. Foi fundado pelo Condestável D. Nuno Álvares Pereira aquando da consolidação da independência nacional que se seguiu à crise de 1383-85. A primeira pedra foi colocada a 1389 e oito anos depois foi ocupado pelos frades Carmelitas de Moura, tendo sido doado à Ordem do Carmo, braço espiritual dos Hospitalários, em 1423. Este convento impressionava pela imponência da arquitetura gótica e também enquanto centro de poder, estudo e espiritualidade.
O terramoto de 1531 provocou a primeira derrocada, seguiu-se a reconstrução e, a partir de 1580, entrou novamente em declínio após a perda da independência de Portugal, tendo-se profetizado que se do Carmo «haja quietude, de todos os outros não há que temer». Nesse ano de 1580 partiram deste edifício os primeiros Carmelitas para o Brasil onde fundaram colónias em Olinda, Baía, Santos, Rio de Janeiro, S. Paulo e no Maranhão.
Em 1640 deu-se a restauração da independência nacional e a dinastia instituída na descendência do Condestável fortaleceu este Convento até à irreversível decadência provocada pelo terramoto de Lisboa de 1755 quando «caiu o Carmo e a Trindade» (frase imortalizada pelo povo). Seguiu-se a extinção das Ordens Religiosas, decretada pelos liberais em 1834, que terminou definitivamente com a função religiosa do convento. O Carmo, que desde 1801 servia de comando à primeira Guarda da polícia, a partir de 1845, passou a funcionar exclusivamente como quartel e Comando-geral das Guardas em Portugal. Aqui continua a funcionar o Comando-geral da GNR.
O Quartel do Carmo foi o último bastião da monarquia em Portugal que caiu a 5 de outubro de 1910. Na I República aqui terminaram diversas revoltas e revoluções. No dia 25 de abril de 1974 foi palco da «Revolução dos Cravos» que pôs fim ao regime autoritário de 48 anos em Portugal, dando lugar à liberdade e à democracia.


Os Reis de Portugal no Chiado: memórias

São muitas as memórias da vida política e social dos nossos reis que aconteceram no Chiado. Acompanhe este percurso desde a conquista da cidade, em 1147, até ao final do século XIX, onde recordaremos cenas e façanhas da história de Lisboa.


O Chiado melómano

O Chiado, coração de Lisboa, acolhe há séculos a arte musical. Nos seus teatros, clubes noturnos, discotecas, restaurantes e estações de rádio têm atuado os maiores artistas.
À boleia de João Moreira dos Santos, autor de uma dezena de livros sobre a história da música em Portugal, partimos à descoberta desse mundo fantástico, pleno de surpresas e memórias.